QUALIDADE GEOMÉTRICA DAS IMAGENS CBERS-2 E CBERS-2B

 

 

NÍVEL DE PROCESSAMENTO DAS IMAGENS

 

As imagens das câmeras CCD, IRMSS e WFI do CBERS-2, e das câmeras HRC, CCD e WFI do CBERS-2B, que estão disponíveis para download no catálogo do INPE, estão corrigidas radiometricamente e passaram por um processo de correção geométrica de sistema.

 

 

CORREÇÃO GEOMÉTRICA DE SISTEMA

 

A correção geométrica de sistema usa a posição, a velocidade e a atitude do satélite, bem como parâmetros específicos de cada câmera, para definir uma direção de visada num certo instante T. Com a posição do satélite e a direção de visada determinam-se coordenadas geográficas de um ponto P sobre a superfície do elipsóide de referência adotado. Fica então estabelecida uma relação entre coordenadas de imagem e coordenadas geográficas, o que possibilita o remapeamento da imagem para qualquer sistema de projeção cartográfica. A correção de sistema é totalmente realizada sem a utilização de pontos de controle. As imagens selecionadas através do catálogo têm correção geométrica de sistema. É importante que elas passem por um processo externo de georreferenciamento para que o erro de posicionamento seja eliminado e o erro interno possa ser refinado.

 

 

EXATIDÃO DE POSICIONAMENTO DAS IMAGENS CBERS-2 E CBERS-2B

 

A exatidão de posicionamento define quanto uma imagem com correção de sistema está fora de sua posição correta. As imagens do CBERS-2 e do CBERS-2B apresentam erros de posicionamento que podem variar de centenas de metros a alguns quilômetros. Isto se deve principalmente às imprecisões dos dados de efemérides (posição e velocidade) e de atitude transmitidos pelos satélites. Um processo externo de georreferenciamento das imagens elimina o erro de posicionamento.

 

 

EXATIDÃO INTERNA DAS IMAGENS CBERS-2 E CBERS-2B

 

A exatidão interna estabelece a possibilidade de integração de uma imagem com correção de sistema a mapas e a outros dados georreferenciados. Após a eliminação do erro de posicionamento, o erro interno é o erro residual quando se tenta sobrepor a imagem a um mapa ou a um outro dado previamente georreferenciado, ou seja, um erro interno pequeno garante uma boa sobreposição. As imagens CCD, IRMSS e WFI do CBERS-2 e as imagens HRC, CCD e WFI do CBERS-2B apresentam erros internos que podem variar de 3 a 5 pixels. Isto se deve principalmente ao cálculo impreciso de um dos ângulos de atitude (yaw) durante a aquisição das imagens. Um processo externo de georreferenciamento das imagens por uma transformação de afinidade (polinômio do primeiro grau) permite o refinamento do erro interno, que cai para cerca de 1,5 pixel.